Mantenha-se informado sobre as profissões e pesquise o conteúdo dos cursos oferecidos;
Tenha atitude responsável na escolha, não espere que as informações caiam do céu. Fale com os profissionais da área para saber como é o seu o dia-a-dia.
Converse, troque idéias com a família sobre a sua escolha;
Procure fazer um retrospecto das coisas com as quais você sempre se envolveu, para saber suas habilidades e seus interesses;
Se a dúvida persistir, procure ajuda, como os serviços de orientação profissional.
Fonte: Anuário Fera
O Brasil está na terceira colocação no ranking dos países que
mais têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados para
preencherem vagas disponíveis e supera a média mundial. A constatação é
resultado de pesquisa divulgada ontem pela Manpower, empresa que atua
na área de recursos humanos. Para o levantamento, foram entrevistados 40
mil empregadores em 39 países. O índice de empresários brasileiros que
dizem não conseguir achar no mercado pessoas adequadas para o trabalho
é de 57%.
Segundo a Manpower, o Brasil só perdeu para o Japão, com um índice de
80% de queixas dos empresários, e Índia, com 67%. “Mas o caso do Japão
é por causa do envelhecimento da população. Já a Índia tem um problema
parecido com o do Brasil, que é uma nação em crescimento sem
profissionais qualificados. Mesmo assim, os indianos falam mais inglês do
que os brasileiros”, comenta a executiva de recursos humanos da
Manpower, Márcia Almström.
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Aos 20 anos o gaúcho Jorge Menegassi ingressou como estagiário na subsidiária brasileira da Ernst & Young, uma das maiores empresas de auditoria e contabilidade do mundo. O ano era 1977 e ele estava decidido a cumprir o roteiro que sua geração acalentava: fazer carreira numa grande companhia. Hoje, Menegassi é o presidente da Ernst & Young no Brasil. Por força das circunstâncias, uma de suas tarefas mais árduas é encontrar jovens com a mesma ambição que ele teve e estruturar uma equipe capaz de aproveitar o bom momento da economia.
Por comandar uma prestadora de serviços, Menegassi precisa de muita gente - e gente bem qualificada. A Ernst & Young, com um quadro total de 3 850 funcionários, tem atualmente 200 vagas em aberto. Dos 700 estagiários contratados no ano passado, 30% migraram para outras companhias poucos meses após a seleção. Eles estão na mira não apenas de concorrentes mas também das mais de 200 empresas que planejam abrir o capital no Brasil e precisam montar a área financeira com profissionais habilitados em contabilidade, economia e administração.
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Com a escassez de mão de obra especializada no país, os cursos técnicos se tornaram aliados das empresas. O número de matrículas em cursos profissionalizantes cresceu 74,9% de 2002 a 2010 -chegando a 1,14 milhão, segundo o MEC (Ministério da Educação). Boa parte das vagas foram criadas por demanda das companhias, dizem especialistas ouvidos pela Folha. A modalidade ganha mais força nesta semana: a presidente Dilma Rousseff deve lançar o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica), para ampliar o acesso ao estudo técnico.
O projeto visa à ampliação de bolsas de estudo e vincula o uso do seguro-desemprego a matrículas. A expectativa é que vigore até o fim do ano. "Hoje 75% dos alunos conseguem emprego até o final do curso", afirma Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC. A operadora Rita de Cássia Marcelo, 30, fez curso técnico em colheita mecanizada há três anos por iniciativa da empresa em que trabalha, a ETH Bionergia (etanol). "Agora produzo mais em menos tempo", assegura ela. Éberton da Silva, 30, concorda. Encarregado da área de produção de embalagem do Grupo Orsa (celulose), cursou técnico em celulose e papel.
Fonte: Folha de SP
A busca por uma profissão ainda no ensino médio tem crescido nos últimos anos. Isso levou muitas instituições a ampliar a oferta de cursos técnicos e a modernizar seus currículos para atender ao mercado de trabalho, que também ampliou a oferta de vagas para esta formação.
“No Brasil fazemos o caminho contrário de países como França, Alemanha e Inglaterra, que focaram o ensino técnico para crescer no pós-guerra. Como a demanda aumentou aqui e o mercado procura profissionais técnicos, há maior investimento na educação profissional”, diz Alípio Santos Leal Neto, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR).
Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Moreira Pacheco, é preciso formar mão-de-obra qualificada o mais cedo possível para, assim, viabilizar o processo de desenvolvimento econômico e social que se espera. “Com a revolução técnica e científica não há desenvolvimento sem que uma ampla e eficiente rede de educação seja formada”, diz. Segundo ele, há uma grande demanda por cursos técnicos devido à excelência do ensino ofertado e pela grande taxa de
empregabilidade imediata.